Como educar o seu filho felino?

Esse é um dos assuntos mais importantes e que gera mais dúvidas, principalmente em pais de primeira viagem. Adiantamos que não é um bicho de sete cabeças – diferentemente do que é dito por aí, que gato não obedece, que é diferente de cachorro, etc. Seguindo algumas dicas, você verá como ele respeitará melhor as regras da casa.
Logo após realizar a devida introdução ao novo ambiente em que ele viverá – falaremos disso em outro artigo -, você precisa saber dos cuidados e da forma como lidar com o felino. Já ouvimos relatos de algumas pessoas que batem, jogam água, fazem barulho, enfim, tentam de todos os meios para que o gato obedeça as regras da casa.
Algumas vezes até parece que deu certo, já que o felino se afasta logo após a bronca. As aparências, no entanto, enganam e aquilo que antes era feito na sua presença, começará a ser feito escondido ou quando estiver ausente. Reprimir fortemente algo somente irá fazê-lo se sentir frustrado ou motivado a fazer em outro lugar.
Um exemplo é aquele em que o gato está arranhando o sofá, você faz algo para ele parar e, quando perceber, a sua cadeira ou outro objeto da casa estará com as marcas das unhas. Para que isso cesse ou diminua consideravelmente, existem alguns meios.
A maneira que adotamos em nossa casa e verificamos que funciona não envolve gritos, xingamentos, espirros de água ou pancadas. Essa última, por sinal, nunca deverá ser usada. Repetimos: nunca mesmo, pois isso só fará o gato ficar mais revoltado e disposto a fazer novamente ou, até mesmo, torná-lo agressivo com todos e com tudo. O método que usamos para educar os nossos três filhos felinos envolve apenas a palavra não, com uma entonação mais forte.
Isso foi feito desde que eles eram filhotes. Por exemplo, quando um gato subir em cima da mesa de jantar, fale não e o retire. Pulou na bancada, pia ou fogão da cozinha, fale não e o retire – normalmente, após o não veemente, eles já saem do local. Caso eles voltem a repetir, faça novamente.
Basta fazer isso algumas vezes para condicioná-los a associar a palavra e a entonação com a proibição de fazer algum tipo de coisa. O mesmo vale para arranhar os móveis de casa. Só que aqui, entra um outro artifício.
Os gatos, conforme a maioria das pessoas sabem, gostam de arranhar as coisas – sobre unhas e arranhar, faremos um artigo sobre isso.
Esse comportamento extrapola o lado comportamental e fisiológico – na questão de manter as unhas mais aparadas -, envolvendo também o quesito demarcação de território. Nas patas e unhas dos felinos há glândulas que, quando pressionadas contra algo, acabam deixando às “digitais’’ deles, o que ajuda na demarcação de território – tanto olfativamente, quanto visualmente. Evitar totalmente que o seu gato acabe arranhando algo de sua casa, portanto, é um pouco difícil. O que se pode fazer é diminuir esse comportamento. Uma das maneiras é justamente usando o não. A segunda, seria ter arranhadores em casa. Esses objetos, com seus postes em sisal, são ótimos para eles não apenas desgastarem suas unhas, como também diminuírem o hábito de tentar arranhar seu sofá, cama, cadeira ou outro objeto.
Um outro ponto importante na educação envolve a comida. Recomendamos, fortemente, que nunca dê comida humana para os felinos. Isso não apenas evitará complicações intestinais futuras, como também poupará o desgaste de vigiar, a todo momento, se eles estão em cima da pia, do fogão ou da mesa de jantar tentando roubar um pedaço de carne ou de outro tipo de comida. Ademais, certos tipos de alimentos humanos – como o chocolate – são tóxicos e podem levar a morte do seu felino. As rações para gatos já vem com os nutrientes e vitaminas que eles precisam – falaremos mais sobre tipos de rações e alimentação adequada em um artigo específico.
Há outros tipos de comportamentos dos gatos que desagradam alguns e não outros. Para corrigir ou minimizar, use sempre o não mais veementemente. O objetivo desse artigo foi pincelar alguns pontos e mostrar que é possível educar o seu felino sem precisar de lançar mão de medidas extremas. Outros assuntos que porventura tenhamos esquecido de comentar aqui, faremos em outros artigos na seção comportamental.